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o processo de leiria informal

domingo, fevereiro 29, 2004

rock 

precisamos de mais rock na cidade. Achamos que um rock in liz poderia dinamizar o povo leiriense enquanto se distraía com algumas sandes.

a alma tem uma pedra 

parecido com uma pedra nos rins, mas mais acima.

domingo de manhã comi uma rã 

Tudo às claras. Agora podemos ver com toda a sua esperteza o que vai ser da nossa vila. Um belo charco onde todos poderemos chafurdar ou então um bom bocado de relva parecido com uma selva. Propomos, por isso, e com a maior urgência uma geminação com uma boa e rica cidade brasileira, uma boa e rica cidade alentejana (que pode, ou não, ter universidade) e uma rulote pequena que sirva comida decente antes da hora do jantar. Posto isto continuamos com o nosso silêncio a fingir que vamos tendo ideias boas para a cidade, sempre crentes que se de um lado não vem, do outro também não.
Para comentar estes cosméticos dirijam-se a outro lado.

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Museu da Imagem em Movimento 

Quando é que este museu terá o seu espaço? Ouvimos dizer que o cinema vai para obras. Para onde vai ser mudada a exposição? Para uma cave temporária? deitando todo o trabalho desenvolvido até agora para uma prateleira. Coisa provisória como o foram durante vinte e tal anos os pavilhões dos dois primeiros anos do segundo ciclo e como o está a ser a reconstrução de Sto. Agostinho ( que num ano de comemorações agostinianas parce que finalmente passou a ter vergonha de si próprio e enlutou-se) que veio dignificar a demolição desses pavilhões? E o Cinemacção? Que era para o ano do Euro vai passar a significar nada? Vai ser substituído por aquela bela vergonha do ambientador artístico, que nem um jurí consegue tentar reunir (veja-se a que nível consegue chegar uma ideia de programação, que pressupomos realizad não sobre um joelho mas sobre uma nuvem do vapor do banzé). Por agora chega.

Banco de Portugal 

Perguntamos quando começam as obras. Mas esta pergunta não é importante, é simpática, só quer ser simpática, destina-se a bater as expectativas (bater em leiriense significa colocar de nível, anular as possibilidades de gratinar os planos ou até de os deformar: bater quer dizer bater até ficar plano). O que é que nos importa no Banco de Portugal?, visto ser um edifício classificado e albergar o departamento da cultura da CML, por estar destinado a ser um núcleo museológico, com projecto realizado para expôr pintura antiga. O Banco de Portugal tem servido nos últimos anos de albergaia para tudo e mais alguma coisa. Para isso já existe o espaço de exposições da Biblioteca Municipal, com a sua política semanal de um bocadinho para todos. Se se pretende tornar um espaço digno de ser um espaço digno, então há coisas que não podem ser aí realizadas, como por exemplo por à venda má pintura. Se não há programação e programadores que não se faça nada, é melhor que fazer o que tem sido feito: enganar uma cidade inteira! Um bocadinho de cada ou um pouco de tudo, mas nos sítios competentes, não se deve tratar tudo como se fosse a mesma coisa. Por falta de competência ou medo ou não sabemos, em Leiria não há planos e já se descobriu que sem planos as coisas lá vão andando, para dentro e para baixo numa espiral de loucura. E todos sabemos que enquanto andarmos com a cabeça à roda tudo parece bem.

Barracas 2 

Continuando Barracas,a saga de uma cidade que teima em sumir-se. Leiria camuflada é uma boa almofada.
Perguntamos quando é que começam as obras no Banco de Portugal e as obras no Museu da Imagem em Movimento.

Barracas 

Estamos paralisados, com a cidade. Estas coisas parece que se pegam, que se colam à nossa pele e nunca mais saem, nem caem. Não faz crosta mas entra, penetra dentro de nós e pronto, sentamo-nos e ficamos quietinhos (a fumar um cigarro enquanto se pode). Perceba-se que cada vez se torna mais penoso escrever acerca de um paquiderme que nada mais faz que revolver no seu ninho, esfregando e afundando (não pretendemos estabelecer uma analogia com a fundação do estádio). Este movimento lento, pesado, para dentro, só levanta pó. Senão vejamos: depois dese tempo todo ainda não houve uma santa alminha que tenha reparado que a porcaria da barraquinha que promove descontos e prémios no centro histórico é a vergonha de qualquer feirante? que, se não serve para vender coelhos e batatas, também não pode servir para vender uma ideia de cidade? e por aí adiante. Está decadente está, esta cidade. Pensemos melhor, a barraca funciona e existe porque tem que existir, porque só estas bodegas (ou misérias, escolham) podem existir, pois não há uma ideia de cidade para vender, não há sequer uma ideia na cidade que faça dela cidade. A barraca é uma boa barraca e nós demos uma facada no pé.

Nome completo e fim de projecto 

Por muito discutirmo uns com os outros em relação ao futuro deste delator, decidimos aniquilar o projecto na rede e passar a chamar-lhe processo. Parece mais verdadeiro e permite maiores soluços, pode parecer-se uma lesma a arrastar-se no tempo que não nos importamos. O nome mudou para o nome completo, pois uma Fundação não pode ser fund durante muito tempo. Só resta saber se as alterações no nome se tornarão notadas.

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Ideia de inauguração 

Andamos às voltas e só nos apetece publicar este poema de Ruy Belo. Calhava isto quando deu na televisão aquele lindo espectáculo inaugural da primeira parte do novo estádio de futebol de Leiria. Agora a equipa da União de Leiria já lá joga, o que nos faz acreditar que já terá sido inaugurada (às escondidas) outra parte do estádio.

«No meu país não acontece nada
à terra vai-se pela estrada em frente
Novembro é quanta cor o céu consente
às casas com que o frio abre a praça

Dezembro vibra vidros brande as folhas
a brisa sopra e varre o adro menos mal
que o mais zeloso varredor municipal
Mas que fazer de toda esta cor azul

que cobre os campos neste mau país do sul?
A gente é previdente cala-se e mais nada
A boca é pra comer e pra trazer fechada
o único caminho é direito ao sol

No meu país não acontece nada
o corpo curva ao peso de uma alma que não sente
Todos temos janela para o mar voltada
o fisco vela e a palavra era para toda a gente

E juntam-se na casa portuguesa
a saudade e o transístor sob o céu azul
a indústria prospera e fazem-se ao abrigo
da velha lei mental pasrtilhas de mentol

Morre-se a ocidente como o sol à tarde
Cai a sirene sob o sol a pino
Da inspecção do rosto o próprio olhar nos arde
Nesta orla costeira qual de nós foi um dia menino?

Há neste mundo seres para quem
a vida não contém contentamento
E a nação faz um apelo à mãe,
Atenta a gravidade do momento

O meu país é o que o mar não quer
é o pescador cuspido à praia à luz do dia
pois a areia cresceu e a gente em vão requer
curvada o que de fronte erguida já lhe pertencia

A minha terra é uma grande estrada
que põe a pedra entre o homem e a mulher
O homem vende a vida e verga sob a enxada
O meu país é o que o mar não quer»

Ruy Belo, “MORTE AO MEIO-DIA”

Depois de jantar 

É uma pena das pequenas que de dia se esqueça o que se faz. de noite. O dia dispersa as palavras e com elas o que devia ser feito. Ou o que poderia ser feito, entendemos agora porque é que a clandestinidade, para ser eficaz, tem que ser à noite. Temos um problema ligeiro, depois de muito pensar e discutir concluímos que de noite deve-se agir e que de noite não conseguimos fazer nada. Não podemos ser um grupo clandestino.
Não podemos ser um grupo clandestino porque não conseguimos agir na clandestinidade, porque não nos agrupamos na clandestinidade. Somos um grupo camuflado: uma fundação (e desta é que passaremos a ser levados a sério, como qualquer fundação o terá que ser, com a vantagem de a nossa não ter despesas, nem subsídios, nem sede, nem estatutos. Nem nada).
Agimos às claras e juntamo-nos de noite, não nos conhecemos uns aos outros, não nos imaginamos a fazer parte de uma fundação (todos sabemos que radicar em Leiria se torna cada vez mais penoso e doloroso e confortável), mas vamos descobrindo projectos comuns: habitamos a mesma cidade. Clandestinidade quer dizer operar à noite. A Fundação Cultural opera de dia e de noite e sempre sem o saber, temos orgulho de sermos extremamente clandestinos.

novidades 

Estamos fartos de pensar e não sabemos mesmo de nada que se escreva acerca de Leiria. Por isso passamos para a invenção.

segunda-feira, outubro 13, 2003

O automóvel 

Estas coisas devem acontecer a muita gente: estar a ver televisão e aparecer, no ecrã, um tipo de camisa às riscas, de costas para nós, a contornar com um gesto da mão a silhueta de um monte. Uma silhueta for,mada por uma curva suave. Aconteceu-nos julgar que se trataria do novo Ford Focus, mas não, era o novo hamburger da Mc Donalds, produto de um programa muito complexo, com cobaias demasiado exigentes para que o pão pudessser só pão - arranje-se uma analogia com um monte e desloque-se o contextoe e aparece um automóvel.
Serve isto para falar do símbolo do quase novo estádio de Leiria, variação do símbolo da Leirisport (empresa municipal encarregue da gestão do parque desportivo da cidade, que tem boas ligações com a SAD leiriense, assunto para outra altura), fundado na forma da cobertura do estádio novo e semelhante a um Ford Focus. O símbolo do estádio que tem circulado nos jornais regionais é muito feio e mal feito - podemos calcular que se é do estádio, deve-se pegar no que o estádio tem de mais marcante: a cobertura e as cores. Reparemos que são dois elementos de encobrimento, superficiais. O estádio não simboliza de modo algum a sua relação com a cidade - porque não a tem! Até propõe, nos seus elementos coloridos (refelxo das placas que forram a construção) uma espécie de ameias invertidas, solução já verificada aquando da análise do símbolo das compras no centro histórico da cidade. O símbolo que representa o estádio, funciona, pois, como o estádio, nega a cidade. Não vale a página inteira que ocupa nos jornais.

Vistas do estádio 

Já se encontram disponíveis alguns pontos de vista do novo estádio municipal de Leiria, na nossa página parecida com oficial. Para ver estas imagens, que não saíram no Expresso nem noutro sítio, clicar em Projecto LixAr-te, de seguida e uma vez no site clicar novamente em Projecto LixAr-te, surgindo uma imagem de uma rotunda, procura com o rato em cima do Mc Donalds até surgir a mão que aponta, clicar, aparece um primeiro texto e de seguida é ir clicando nas imagens. Boa Vagem.

sexta-feira, outubro 10, 2003

SADSD 

Estamos a tentar introduzir umas vistas no site da Fundação Cultural. Talvez mais logo possamos continuar a conversar acerca do fim de metade de uma cidade e da criação das sociedades pós desportivas ou meta partidárias, o caso SADSD.

quinta-feira, agosto 14, 2003

Querem Calar-nos, Viva o Patch 

um novo perfume dos trabalhadores do comércio é responsável pela actualização desta semana, já no seu fim, foi o patch...que nos safou. Sim somos muito modernos, gostamos de chiques ón spid e do dijei quitaen e tivemos direito (com o atraso a que estas coisas da provincia nos habituam) ao grande verme blaster. Não nos importámos muito, pois nos anos oitenta eramos grandes seguidores das sonoridades blast first. O nosso site está com mais uma aquisição no projecto lixAr-te, e mais imagens se seguirão.

terça-feira, agosto 12, 2003

A Torradeira 

Não há dúvida que quem tem ideias para dinamizar o centro histórico de Leiria, não dá uma para a caixa. Será que isto está entregue a um daqueles escritórios de Lisboa que pensa que fora do bairro em que vivem todos os outros são parolos? Ou será que são uns tipos de Leiria, preguiçosos e sem carácter que andam a limpar o graveto a troco de marosquices pindéricas? E o senhor que manda nisto tudo, o grande chefe ACILIS não diz nada, também julgará que representa e serve um grande bando de parolos? Parece que sim, mas sabemos que não são todos os que pensam da mesma maneira, há quem use os lindos sacos distribuídos por esta campanha: sacos de papel, não maus de todo, co,m o símbolo das compras no centro da cidade de Leiria impresso, todo mau, como já aqui foi referido - servem para apanhar os cócós dos cães na rua. A última invenção são uns cartazes em formato A3 para os comerciantes colocarem nas montras, anunciando os saldos. Não é mau de todo porque quase ninguém os vê. Mas o melhor é o pirata, no canto da Praça Rodrigues Lobo está um artista vestido de pirata. Sentado, à sombra, a ouvir rádio e em frente a uma carrinha Volkswagen, do tipo torradeira. A carrinha está pintada de amarelo e laranja (radical e consensual, isto é possível?), numa das portas da frente tem estampado, mais uma vez!, o lindo símbolo das suas compras, a porta do meio é de correr e lá dentro podemos ver dois caixotes com não sabemos o quê (pudemos estar no Sábado passado a observar este fenómeno durante duas horas e não descubrimos o que se passa, para além de se ter levantado, deu umas indicações a uma família de turistas). Depois, a parte laterlal traseira diz O centro dos Saldos ou época de saldos. Pronto. Bimbos! Vão chamar estúpido a quem vos paga que nós não temos que gramar com tão pouca inteligência. Burros! Quem é que fez o estudo de mercado para estas acções, quem é que anda a promover uma cidade como se estivesse a promover a elevação de Canas de Senhorim a concelho? Se houver uma equipa com sociólogos e designers, arquitectos, antropólogos e urbanistas, para além dos tipos das publicações e dos palhaços contratados, se houver uma equipa destas, com gente formada, retirem-lhes os diplomas já!. Se não houver devia haver, é que parece que não há nada, para além de alguém com muita manha que percebeu que Leiria é uma cidade quieta, em que tudo se aceita sem muito barulho e deu trabalho a uns amigos e arrecadou mais umas alíneas para o seu CV.

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